domingo, 7 de agosto de 2011

A OBRA DE MIA COUTO - REFLEXÕES

Olá prezados leitores!
É com grande prazer e honra que recebemos, no dia 4 de agosto, o autor Mia Couto em nosso Colégio.
Importante etapa de um projeto que nasceu de uma possibilidade (a vinda do autor) e foi se construindo e se fortalecendo graças ao trabalho dos alunos, dos professores do Ensino Fundamental e Médio, das Coordenações, da Direção e principalmente da Rosa (nossa bibliotecária).
Bem, foram feitas as leituras das obras "Terra Sonâmbula" pelas turmas do Ensino Médio, "O gato e o escuro" e "O dia em que explodiu Mabata-bata" pelos oitavos anos do Ensino Fundamental.
As discussões foram realizadas em diversas aulas, entre os alunos, entre alunos e professores e entre professores e professores.
O resultado: reflexões e aprendizados sobre diversos temas: a cultura moçambicana, o mundo banto tradicional, a diversidade resultante do encontro de culturas. Temas ainda de caráter universal, que atingem nosso intelecto e nossa emocão, como a guerra e a infância juntas, os sonhos (perdidos e construídos), a esperança e a falta dela, os medos e a eterna busca da felicidade pelo homem. A construção da escrita, o trabalho do escritor, suas angústias e seus prazeres enquanto tal nos foram relatados por Mia Couto de forma emocionante.
Assim, este espaço surge para o compartilhamento do aprendizado que se constroi através deste projeto.
Longe de terminar aqui, espero que juntos realizemos o desdobramento do projeto. Compartilhando ideias criaremos o estopim para novas realizações.
Sintam-se convidados a deixar suas reflexões.
Um grande abraço a todos!

39 comentários:

  1. "A baleia moribundava, esgonizada. O povo acorreu para lhe tirar as carnes fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si" - Mia Couto

    A metáfora em si é clara. A própria baleia representa o país, cujo próprio povo, pensando somente em sua própria sobrevivência, arranca-lhe suas riquezas.
    Em tempos de guerra, a luta por essa sobrevivência torna-se individual.
    O medo da morte, talvez, seja a a principal causa de tal efeito. O que deve ser viver num país morto? Não necessariamente num país em ruínas, mas sim, num país sem vida, ordem, um lugar onde reina o caos. Talvez uma luta desesperada por sua vida, torne seus habitantes irracionais, como retrata o livro, e a realidade de muitos hoje.
    A metáfora é genial e simples. Explica como, e talvez até porque todos nós somos tão precipitados, porque temos medo do que está por vir. Assim como as facas faziam com a baleia, não é a morte quem escolhe suas vítimas, somos nós, seres humanos quem fazemos isto em seu lugar. Então resta-lhe apenas a tarefa de levar mais uma vida, como qualquer outra.

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  2. Pedro Palacios Ciardulo8 de agosto de 2011 às 14:22

    No livro ``Terra Sonambula`` , de Mia Couto , a passagens muito interessantes e que nos fazem refletir sobre o tema proposto.A uma passagem muito importante e que merece uma atenção maior , que é a parte do Machimbombo.Tentarei analisar.Primeiramente , machimbombo quer dizer ônibus.Nesta parte , o personagem esta no ônibus , observando a janela . Estando em movimento , a cada segundo a paisagem muda , ou seja , Mia Couto faz um paralelo , sera que era o ônibus que estava em movimento ou a terra , o tempo , que estava avançando;Ele quis dizer que o mundo dele , naquele momento , era onde estava , ja que nâo tinha para onde ir , sem o controle de sua vida , apenas podendo viver e passar seu tempo.Ele relaciona isto com a guerra , onde em que uma vez nela , não tem escolha , tem de seguir , novamente , sem o controle da própria vida.Considero essa parte muito importante , uma vez que temos de valorizar onde estamos , viver o agora , o melhor dia de nossa vida é o hoje.Obrigado pelas palavras Mia Couto !!!

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  3. Mia couto em terra sonambula revela uma visão de mundo e algums mitos e cultua sobre moçanbique e a vivença na guerra civil e o autor traz en debate e discução e refexição politica,corrupção,violença,e extorsão de moçanbique , e traz ao leitor a pensar varios hipotese do final do livro.

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  4. "A baleia moribundava, esgonizada. O povo acorreu para lhe tirar as carnes fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si" - Mia Couto

    Com este trecho escrito por Mia Couto, eu vejo a reflexão de nossa sociedade e do precipício em que estamos caindo.
    Em nosso país, enquanto o povo sonha com novas oportunidades e uma nova vida, políticos nos roubam descaradamente, prometendo-nos o impossível.
    Fala-se tanto em crescimento por aqui, como o Brasil vai ser amanhã, como serão as nossas vidas. Mas e hoje? Hoje, o povo não é ouvido. Somos apenas uma fonte para coloca-los no poder, políticos corruptos e desestruturados para governarem nosso país.
    Eles nos massacram, apagando sonhos, tirando vidas e diminuindo a esperança.
    Enquanto poucos conseguem realmente crescer, o governo ainda interfere em nosso livre mercado, tirando proveito do seu único sustento.
    Querem estar presentes em nossas vidas para se aproveitarem cada vez mais.
    Querem interferir em nossos sonhos, impedindo nosso real crescimento como seres humanos.
    Temos que ter liberdade para evoluir, crescer e viver.

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  5. Uma passagem que me chamou muito a atenção no livro "terra sonâmbula", foi no momento em que Muidinga masturba o Tuahir.Ele retrata isso como se fosse uma coisa normal, que Muidinga só fez isso para deixar Tuahir "feliz".
    Isso, em nosso país, seria visto como abuso, e Muidinga seria, provavelmente, preso. E para Mia Couto, nada mais é do que um modo de deixar os garotos felizes.

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  6. O autor Mia Couto, durante a obra "Terra Sonâmbula" retrata um tema muito importante - A vida dos civis dentro da guerra de Moçambique. O autor retrata histórias de amor, relações de amizade, tudo isso em paralelo com a guerra. Dentre os temas abordados na obra o que mais chamou minha atenção foi a relação entre o velho Tuahir e o Garoto Muidinga que é uma relação "familiar", o Tuahir vai criando Muidinga como se fosse seu filho e em muitas passagens do livro, fica bem claro que aquele cenário não é uma coisa apropriada para uma criança.O que o autor Mia Couto quis nos mostrar por meio de Muidinga foi o que muitas crianças tiveram que passar durante a guerra civil que ocorreu em Moçambique. A luta diária pela fome, o medo, a ausência de educação e o frio, foram só alguns problemas que moçambicanos passaram em busca da sobrevivência.
    Por mais que nós, Brasileiros nunca passamos por isso, ficamos tâo envolvidos com o livro que deu a impressão de estarmos lá durante a guerra e com isso, tivemos a oportunidade de saber um pouco mais do que é crescer/viver em uma guerra.

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  7. Beatriz Libanio 1ºB9 de agosto de 2011 às 17:58

    "-Tio, eu me sinto tão pequeno.
    -É que você está só. Foi o que fez essa guerra: Agora todos estamos sozinhos, mortos e vivos. Agora já não há país" - Mia Couto.

    Apesar do livro "terra sonâmbula" tratar de uma história fictícia, é impossível não perceber que a mesma se passa em um período de uma guerra verídica, a guerra civil moçambicana, também conhecida por "guerra dos 16 anos". Por meio de falar e metáforas, é possível perceber como a terra foi devastada, e como enquanto a guerra por si aumentava, as pessoas diminuíam. Diminuíam no sentido de perderem o sentido de um país unido, pois Moçambique tornou-se um lugar no qual cada um era por si, e a noção de coletivismo foi se desfazendo aos poucos. Há vários pontos interessantes na obra, como por exemplo, o jeito que podemos ver essa guerra por olhos de uma criança inocente, uma criança que por mais não saiba os motivos desse conflito, sofre os efeitos. Nessa passagem do livro, Mia Couto conseguiu demonstrar por meio de Muidinga, o sentimento de inferioridade, de se sentir desprezível em meio á um grande conflito, no qual as pessoas não apenas se auto-destroem, mas também á seu próprio país. Pois em uma terra onde dormir não é uma escolha, a chave para toda a apreciação da obra é saber que sonhos são tão reais quanto uma guerra, e a destruição e a vida caminham juntas por um caminho cheio de obstáculos e anseios.

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  8. Beatriz Libanio 1ºB9 de agosto de 2011 às 19:16

    "-Tio, eu me sinto tão pequeno.
    -É que você está só. Foi o que fez essa guerra: Agora todos estamos sozinhos, mortos e vivos. Agora já não há país" - Mia Couto.

    Apesar do livro "terra sonâmbula" tratar de uma história fictícia, é impossível não perceber que a mesma se passa em um período de uma guerra verídica, a guerra civil moçambicana, também conhecida por "guerra dos 16 anos". Por meio de falas e metáforas, é possível perceber como a terra foi devastada, e como enquanto a guerra por si aumentava, as pessoas diminuíam. Diminuíam no sentido de perderem o sentido de um país unido, pois Moçambique tornou-se um lugar no qual cada um era por si, e a noção de coletivismo foi se desfazendo aos poucos. Há vários pontos interessantes na obra, como por exemplo, o jeito que podemos ver essa guerra por olhos de uma criança inocente, uma criança que por mais não saiba os motivos desse conflito, sofre os efeitos. Nessa passagem do livro, Mia Couto conseguiu demonstrar por meio de Muidinga, o sentimento de inferioridade, de se sentir desprezível em meio á um grande conflito, no qual as pessoas não apenas se auto-destroem, mas também á seu próprio país. Pois em uma terra onde dormir não é uma escolha, a chave para toda a apreciação da obra é saber que sonhos são tão reais quanto uma guerra, e a destruição e a vida caminham juntas por um caminho cheio de obstáculos e anseios.

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  9. Beatriz Libanio 1ºB9 de agosto de 2011 às 19:18

    Eu mandei outro texto igual ao primeiro, mas com a correção ortográfica de uma palavra. Se poderem excluir o primeiro e colocar esse que acabei de mandar no lugar, agradeço.

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  10. Marcelo Renan Ready 3ºB9 de agosto de 2011 às 19:57

    Após a leitura de "Terra Sonâmbula", para o espanto e curiosidade de alguns, foi possivel conhecer um pouco sobre a cultura moçambicana, que aos olhos de brasileiros não é nada comum. Rituais e sonhos são grandes passagens que o livro traz, Mia Couto como um grande autor, não facilita a interpretação do livro.
    A história da guerra civil em Moçambique não é tão popular no Brasil, mas nas linhas de Mia Couto é possivel ver a devastação e o medo que sóquem estava no meio daquilo, pode presenciar.

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  11. O autor Mia Couto no livro terra sonâmbula coloca em questão, a visão da morte em uma situação de guerra civil, ele deixa bem claro que a guerra banaliza a vida,quando Tuahir entra no ônibus cheio de corpos e parece não se importar com eles,já Muidinga que é jovem parece se incomodar com o fato das pessoas estarem ali, mas logo se acostuma também.

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  12. o livro Terra sonâmbula mostra uma criança, o menino muidinga em meio de uma guerra. Essa criança representa outras milhares de crianças que vive no meio de mortes e perdas, que não sabem para onde ir, não tem educação, e não sabem como vai ser seu futuro, que vivem sem pais, e não terão uma infância que toda criança deveria ter pois para se protegerem acabam pegando em uma arma.

    Annuar Kadri 3B

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  13. Nas dificuldades do bruto mundo feudal, Portugal, em pleno sec. 12 nasce. Assim como uma criança, que vinga novos ares. Sec. 21, o mundo se globalizou, houve duas guerras mundiais, ameaças de destruição em massa e crises econômicas, nasce Moçambique.
    A liberdade tão desejada em outrora, causa apenas mais angustia, pois desta vez o inimigo era seu irmão, sua mãe, sua pátria. A guerra que se escreveu foi cruel, uma nação que se autodestruía quanto ideologia, cultura e dignidade.
    Isso não significa que o futuro foi premeditado, mas e um alerta. A historia tem o papel de não deixar a humanidade se perpetuar em erros, portanto estar diante de um fim diferente e o sentimento de mais pura esperança, as armas sendo trocadas por flores e o ódio pela riqueza mais nobre que se entrega a seu semelhante. Já posso ate ver, porque não, Moçambique levantando a taca no Maracanã lotado por aplausos, e poder dizer, por fim, que a guerra acabou.

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  14. Um fato do livro " Terra Sonânbula " que me chamou muita atençao foi o momento em que Muidinga masturba o jovem Tauhir, o menino fica meio sem jeito, porém não acha um ato de abuso e nem de sacanagem. Muidinga nao masturba o menino para que Tauhir ter uma sensação de orgasmo e sim para libertar de dentro do menino a felicidade que estava presa dentro dele.

    "A baleia moribundava, esgonizada. O povo acorreu para lhe tirar as carnes fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si" - Mia Couto

    Esse trecho escrito por Mia Couto me reflete a imagem de nossa sociedade desabando em um precipício.
    Em nossa sociedade se um caminhão de carne cai na rodovia nao dá 5 minutos que as pessoas já estão roubando os pedaços de carne, se reagimos assim diante de um fato desse imagine se estivessemos em guerra e não tivesse alimentos disponiveis será que comeriamos uns aos outros para sobreviver ? E se fosse um amigo seu ?
    Não podemos esperar muita coisa para uma melhora em nossa sociedade mais eu ainda acredito que um dia o homem olhará para o lado e verá ele mesmo dentro dos olhos da outra pessoa.

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  15. "- Não gosto de pretos, Kindzu.
    - Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
    - Também não
    - Já sei gosta de indianos, gosta da sua raça.
    - Não. Eu gosto de homens que não tem raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu." - Mia Couto

    O trecho que escolhi fala sobre o racismo pois o indiano não gosta de quem tem raça pois por causa dela acontece muitas guerras, como foi a Segunda Guerra Mundial e a guerra que aconteceu em Moçambique. E como disse o Mia Couto "que quem tem raça tem racismo".
    E depois que eu escutei o Mia Couto falando essa frase fiquei pensando e cheguei a conclusão que é pura verdade pois a raça que gera o racismo(preconceito)e ele gera na maioria das vezes guerras ou confrontos entre sociedades pois cada um acha que o que pensa ta certo.

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  16. Fabio 1ºA.
    "A baleia moribundava, esgonizada. O povo acorreu para lhe tirar as carnes fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si" - Mia Couto

    eu interpreto de uma forma que a baleia é como a África onde vários colonizadores vem pegam pedassos para eles mesmos como se a vida lá não vale-se apena de preservar, como os colonizadores aqui no Brasil que vieram e não deram importância a cultura que havia aqui e também trouxeram escravos africanos da África nos navios negreiros em condições precárias.

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  17. Giovanni Caruso 1ºA11 de agosto de 2011 às 15:11

    "- Não gosto de pretos, Kindzu.
    - Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
    - Também não
    - Já sei gosta de indianos, gosta da sua raça.
    - Não. Eu gosto de homens que não tem raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu." - Mia Couto.

    Do meu ponto de vista, o indiano fala que não gosta de nenhuma raça, pois assim é um modo de evitar a guerra entre as pessoas, como aconteceu em Moçambique. Um exemplo disso é: você está em um lugar, e nesse mesmo lugar, tem um negro, um brnco e um indiano, se uma pessoa vira pra você e pergunta "De que raça você gosta ?", e a pessoa responde "Eu gosto dos Indianos" , o negro e o branco já vão ficar irritados, e então, um deles vai perguntar por que ele não gosta dos negros e nem dos brancos, e então isso já vai gerar uma briga entre eles ...

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  18. Victor Passeri 1ºA
    "A baleia moribundava, esgonizada. O povo acorreu para lhe tirar as carnes fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si" - Mia Couto
    Após ler esse trecho,pude fazer uma analise metafórica desse muito interessante.Com esse trecho percebi q a baleia é como se fosse mozambique!pois alem de estar numa guerra eles aindam tiram coisa desse país.

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  19. Giovanni Caruso 1ºA11 de agosto de 2011 às 15:15

    "- Não gosto de pretos, Kindzu.
    - Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
    - Também não
    - Já sei gosta de indianos, gosta da sua raça.
    - Não. Eu gosto de homens que não tem raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu." - Mia Couto.

    Do meu ponto de vista, o indiano fala que não gosta de nenhuma raça, pois assim é um modo de evitar a guerra entre as pessoas, como aconteceu em Moçambique. Um exemplo disso é: você está em um lugar, e nesse mesmo lugar, tem um negro, um brnco e um indiano, se uma pessoa vira pra você e pergunta "De que raça você gosta ?", e a pessoa responde "Eu gosto dos Indianos" , o negro e o branco já vão ficar irritados, e então, um deles vai perguntar por que ele não gosta dos negros e nem dos brancos, e então isso já vai gerar uma briga entre eles ...

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  20. Pedro Rossini Sardelich 1A11 de agosto de 2011 às 15:21

    "- Não gosto de pretos, Kindzu.
    - Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
    - Também não
    - Já sei gosta de indianos, gosta da sua raça.
    - Não. Eu gosto de homens que não tem raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu." - Mia Couto

    Na minha opinião, em uma situação de guerra, como a que moçambique estava, não exite uma divisão entre raças. Poruque todos na guerra são apenas pessoas tentando sobreviver à esses tempos de caos e quem no fim de tudo isso tentaram refazer sua vida. Mas afinal o que é o preconceito ? o que faz de nós preconceituosos ? o que são as raças ?, pra mim essa coisa de preconceito, raças só existe na cabeça de quem quer acreditar nisso, pois no fundo todos nós somos iguais, somos todos seres humano

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  21. Giovanna Lombardi 1ºA11 de agosto de 2011 às 17:01

    "A baleia moribundava, esgonizada. O povo acorreu para lhe tirar as carnes fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si" - Mia Couto A baleia pode ser comparada com o povo moçanbiquense que sente-se moribundo e agonizante diante da situação política e social de seu país,nos quais os governantes e a minoria branca de origem européia, dilacerava a “baleia”,maioria negra,pobre e explorada. O conflito entre maioria,minoria e governo foi muito mais que um conflito étnico e político .Houve uma crise de valores,uma confusão cultural que impossibilita aos indivíduos a criação e o reconhecimento de sua indentidade. Os negros não querem aceitar-se como tais , os brancos desrespeitam os negros, não há uma unidade.

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  22. victor tadeu passeri moraes11 de agosto de 2011 às 17:34

    Victor Passeri
    "A baleia moribundava, esgonizada. O povo acorreu para lhe tirar as carnes fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si" - Mia Couto
    metaforicamente falando,após ler esse trecho pude perceber que a baleia representa seu país,e os homens tirando partes,riquezas,e muito mais são os outros países em guerra!eu particurlamente fico entristecido com essa metafora porém é a realidade e sozinho não consigo mudar isso

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  23. "-Não gosto de pretos Kinzu.
    -Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
    -Também não.
    -Já sei: gosta de indianos, gosta da sua raça.
    -Não. Eu gosto de homens que não tem raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu" - Mia Couto
    -~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~
    No trecho acima, Surendra diz que gosta dos que não tem raça. Se Surendra tem raça, tem racismo, e aqueles que não têm racismo, para ele, não têm raça, por exemplo.
    Com o racismo nada dá certo, as pessoas não se gostam antes de se conhecer. Daí surgem as guerras, como a 2a Guerra Mundial. Uma guerra que afetou o mundo por apenas uma questão de racismo.

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  24. Beatriz Garcia - 1° ano A11 de agosto de 2011 às 18:53

    "A baleia muribudava, esgoniada. O povo acorreu para lhe tirar carnes, fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si." (Mia Couto - Terra Sonâmbula, pág. 23)

    A baleia representa o país que sofre com a guerra, que gradualmente vai perdendo sua vida e sendo explorada pela população que a ocupa por sobrevivência. O país fraco, que tenta se recuperar e a população já sem esperanças só tenta tirar dele o que puder, sem pensar em mais nada, tentando buscar cada vez mais para si. A população que não sabe quem os defende, e quem os contraria. O país já sem sua essência é apenas o cenário de uma grande batalha, onde o vencedor será aquele que sair com sua vida.

    Simbologia essa, não apenas presente na guerra civil de Moçambique, mas na sociedade atual. Vivemos em um mundo que é controlado indiretamente, onde a maioria faz o que a "hegemonia" manda. E enquanto nosso mundo permanece intacto, tentamos tirar o máximo que podemos, pensando apenas em nós mesmos, sem nos importar com os que estão ao nosso lado, com os que ainda estão por vir. Matando o mundo pouco a pouco, com nossas facas que tentam extrair cada vez mais.

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  25. Beatriz Garcia - 1° ano A11 de agosto de 2011 às 19:19

    "A baleia moribundava, esgoniada. O povo acorreu para lhe tirar carnes, fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando, o mais para si." (Terra Sonâmbula - Mia Couto, pág.23)

    A baleia representa o país que sofre com a guerra. Que gradualmente vai perdendo a sua vida e sendo explorada pela população que a ocupa por sobrevivência. O país fraco, que tenta se recuperar e a população que a ocupa por sobrevivência. O país fraco, que tenta se recuperar e a população já sem esperanças tenta tirar dele o que puder, sem pensar em mais nada, tentando buscar cada vez mais para si. A população que não sabe quem os defende e quem os contraria. O país já sem sua essência é apenas o cenário de uma grande batalha, e o vencedor será aquele que sair com sua vida.

    Essa simbologia não está presente apenas na guerra de Moçambique, mas pode ser vista também na sociedade atual. Vivemos em um mundo que é controlado indiretamente, onde a maioria faz o que a "hegemonia" manda. E enquanto nosso mundo permanece intacto, tentamos tirar o máximo que podemos, pensando apenas em nós mesmos, sem nos importar com os que estão ao nosso lado, com os que ainda estão por vir. Matando o mundo pouco a pouco, com as nossas facas parar extrair dele cada vez mais.

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  26. "- Não gosto de pretos, Kindzu.
    - Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
    - Também não
    - Já sei gosta de indianos, gosta da sua raça.
    - Não. Eu gosto de homens que não tem raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu." - Mia Couto

    Quando Surendra diz a Kindzu que não gosta de pretos, nem brancos, que também não gosta de indianos que seria sua própria raça, no meu ponto de vista ele tenta explicar que não gosta de raça nenhuma, ou seja, ele preferia que a divisão das raças entre os indivíduos não existisse, pois deste modo não haveria o preconceito entre raças, culturas, costumes, etc, e consequentemente as guerras relatadas e conflitos não iriam acontecer por falta de motivos, e deste modo todos seriam iguais e viveriam do mesmo jeito. Porém, onde há diferenças, haverá guerras, conflitos e desentendimentos até que um dia todos parem de pensar de forma individualista.

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  27. Caroline Tavares - 1°A11 de agosto de 2011 às 20:13

    "A baleia moribundava, esgonizada. O povo acorreu para lhe tirar as carnes fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si" - Mia Couto

    Na minha Interpretação a baleia no caso seria Moçambique e as pessoas que atacam violentamente com facas seriam os próprios moçambicanos. A baleia morrendo é um símbolo do país após a Independência em destroços, marcas infinitas, e o morto por causa do abuso da colonização e da guerra civil.
    Mas também podemos relacionar com a sociedade. As pessoas tiram proveito uma das outras no momento que estão mais fragilazadas, inconcientemente ou as destroem e aproveitam para benefícios próprios.
    No livro "Terra Sonâmbula", o autor Mia Couto, utiliza as metáforas para expor vários assuntos delicados e importantes, mas esse acima está muito presente, não só em Moçambique, mas em todo o mundo. Esse egoísmo e benefício próprio, é um dos motivos de guerras e grandes conflitos atualmente. O pensamento no outro ou acordos que satisfaçam os dois igualmente, nunca são cogitados, pois sempre o "eu" tem que ser melhor.
    Mas o pior de tudo é que os jovens e os cidadãos que ainda estão por vir irão encarar uma situação ainda pior se continuar como está, pois irão pegar os destroços que a sociedade e os grandes líderes deixaram, continuando esse processo, até que um dia "a carne da baleia" se esgotará e essas pessoas viverão na miséria, como já está acontecendo.

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  28. "- Tio, eu me sinto tão pequeno..
    - É que você está só. Foi o que fez essa guerra, agora todos estamos sozinhos, mortos e vivos. Agora já não há país." (p. 153)

    Esse é o típico discurso que mostra o que é a guerra. Destrói relações, afastam as pessoas e as fazem sofrer. Muidinga está sofrendo, e apesar da companhia do velho se sente só, talvez sente falta de alguém que ele nem sabe quem é, alguém que nunca teve já que não sabe nada de seu passado, nem quem são seus pais. A parte em que Tuahir fala ".. agora já não há país.." revela que todas as pessoas estão umas contra as outras, não existe mais respeito entre elas, cada um só pensa em si mesmo, tentando sobreviver do tal conflito e esquecendo que são um coletivo, um país. Não estão sozinhos na guerra como acham.

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  29. "- Tio, eu me sinto tão pequeno..
    - É que você está só. Foi o que fez essa guerra, agora todos estamos sozinhos, mortos e vivos. Agora já não há país." (p. 153)

    Esse é o típico discurso que mostra o que é a guerra. Destrói relações, afastam as pessoas e as fazem sofrer. Muindinga está sofrendo, e apesar da companhia do velho se sente só, talvez sente falta de alguém que ele nem sabe quem é, alguém que nunca teve já que não sabe nada sobre o seu passado, nem quem são seus pais. A parte em que Tuahir fala ".. agora já não há país.." revela que todas as pessoas estão umas contra as outras, não existe mais respeito entre elas, cada um só pensa em si mesmo, tentando sobreviver do tal conflito e esquecendo que são um coletivo, um país. A questão é que elas não se ajudam mais e não estão sozinhas nessa guerra como acham.

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  30. "A baleia muribudava, esgoniada. O povo acorreu para lhe tirar carnes, fatias e fatias de quilos. Ainda não morrera e já seus ossos brilhavam no sol. Agora, eu via o meu país como uma dessas baleias que vêm agonizar na praia. A morte nem sucedera e já as facas lhe roubavam pedaços, cada um tentando o mais para si."

    Na minha opinião, neste trecho, a baleia está representando Moçambique. O país após a independência entrou em uma guerra civil onde diferentes grupos e etnias que estavam lutando juntos pela independência se separaram e começaram a guerrear. A baleia mesmo viva (como Moçambique independente) é cortada em vários pedaços pelas pessoas (que estão representando os diferentes grupos que existem no país).

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  31. O despertar do sonâmbulo

    No dia quatro de Agosto de dois mil e onze, o colégio Marupiara foi presentiados com a presença do Mia Couto, personalidade moçambicana e autor de obras de sucesso como ''O gato e o escuro'' (2001), ''Mar me quer'' (1998) e o premiado “Terra Sonâmbula” (1992). Onde a ultima foi a obra central do projeto de leitura e escrita.
    Assim, com a leitura e o encontro com Mia, foram geradas diversas discussões e reflexões sobre temas constantemente questionados na sociedade. Temas como o preconceito, ilustrado no diálogo de Surrenda e Kindzu, onde o comerciante diz que não gosta de pretos, nem brancos, ou dos indianos. Mas gosta sim é dos homens sem raça, assim como o próprio Kindzu.
    A Escravidão e a noção de trabalho, onde é demonstrada na fala de Taimo : '' A pobreza é a nossa maior defesa. A miséria faz conta era o novo patrão para quem trabalhávamos''.
    A mestiçagem e a sexualidade, caracterizado na relação entre Farida e Romão Pinto, dando origem a criança Gaspar.
    O contexto histórico, que mostra as consequências da guerra civil em Moçambique e representa um processo que se passa por toda África. A colonização e a influência dos portugueses, gerando o uso da língua portuguesa e a cultura do Império Monotapa (pré colonial).
    A fome, que é um dos piores rivais dos personagens Tuahir e Muidinga e de todos o que os cercam.
    A religiosidade, repleto de mitos e crenças, como em uma das crenças dos habitantes de Matimati : ''Se dizia daquela terra que era sonâmbula. Porque enquanto os homens dormiam, a terra se movia espaços e tempos afora. Quando despertavam, os habitantes olhavam o novo rosto da paisagem e sabiam que, naquela noite, eles tinham sido visitados pela fantasia do sonho''.
    A Mistura perigosa de infância e guerra, como observamos nesse diálogo : ''Encontras o miúdo, mas ficas proibido de lhe dar caneta ou enxada. Isso não dá vida para ninguém. Vale a pena uma arma, estrangeiro. Nestes dias, uma arma é que faz a vida. Rápida e boa''.
    Enfim, engloba vários temas impactantes juntamente com uma fusão de bom personagens e enredo, uma verdadeira obra – prima.


    Leonardo Ponte Lima

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  32. Ciência Primitiva, Realidade Avançada

    “É certo que o homem fala a si mesmo; não há um único ser racial que o não tenha experimentado. Pode-se até dizer que o mistério do Verbo nunca é mais magnífico do que quando, no interior do homem, vai do pensamento à consciência, e volta da consciência ao pensamento. (...) Diz, fala, exclama cada um consigo mesmo, sem que seja quebrado o silêncio exterior. Há um grande tumulto; tudo fala em nós, exceto a boca. As realidades da alma, por não serem visíveis e palpáveis, nem por isso deixam de ser também realidades”, citou certa vez, o escritor Victor Hugo, de Os Miseráveis.
    O que seria a realidade para todos nós? As diferenciadas culturas e formas de pensamento nos atraem a inúmeras realidades divinas e trocas de informações.
    Como enxergar em nosso país, os diferentes tratamentos com o negro, já em lugares nem tão distantes de nós, os brancos serem os alvos de preconceito?
    O que seria o belo? O branco de olhos claros, ou o negro de castanho escuro?
    E as diversas religiões? Para uns, a morte seria o fim. Para outros, apenas o final de uma etapa da vida. Seria possível a comunicação com os espíritos? Ou seria apenas mais uma das formas de conforto, já que não sabemos lidar com o pesadelo, chamado de morte?
    Fazemos parte do natural, ou do sobrenatural? A realidade seria o abstrato para todos nós, inúmeros cidadãos?
    Criamos máquinas, passamos por cima do Todo Poderoso, criamos vidas, salvamos pessoas da tão esperada morte, preparamos jovens para o mercado de trabalho, e não sabemos explicar o que seria uma simples realidade no mundo em que vivemos? Deixamos que as máquinas tomassem o nosso lugar e hoje, somos máquinas programadas e escravas das nossas próprias criações.
    Afinal, quem somos nós? Assim como na Matrix, nossas vidas não passam de um programa de computador que roda em nossas mentes? Apenas sonhamos com uma possível realidade, enquanto as máquinas absorvem todas as nossas energias?
    Dessa forma, os nossos sonhos são projetados para que tenhamos contato em entes queridos, já falecidos? Ou estamos falando de uma realidade em fundamentos?
    Terra Sonâmbula mistura realidade e fantasia em forma de mágica, criando um entrelaçamento entre a tradição e o moderno. Mas, quem julgaria, dizendo que a fantasia não faça parte do real?
    Seriamos máquinas programadas para a destruição? Ou apenas sonhamos em busca do desconhecido?
    Porém, se podemos sonhar, também podemos transformar nossos sonhos em realidade.

    Rita Moura- 3ºA EM

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  33. "- Não gosto de pretos, Kindzu.
    - Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
    - Também não
    - Já sei gosta de indianos, gosta da sua raça.
    - Não. Eu gosto de homens que não tem raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu." - Mia Couto

    Nesse trecho,podemos observar que o escritor deixa bem claro a sua opinião sobre divisões étnicas e entre países.
    Na minha concepção o autor quis deixar claro o seu ponto de vista em relação a esse assunto, para ele todos os humanos são iguais e por isso não podemos distingui-los por adjetivos como "preto","indiano","brancos" e entre outros.
    Para mim,esse tipo de "classificação" é frequentemente usada nos dias de hoje,podemos classificar esse tipo de pensamento como preconceito,pois ao chamarmos alguém de negro estaríamos dando esse adjetivo pensando apenas no esteriótipo, e desconsiderando suas outras virtudes digamos que "interiores".
    Hoje em dia,há mais classificações parecidas como essas na sociedade,homossexuais,bissexuais,travestis,rico,pobre e entre outros.Para mim, se todos pensassem como Surendra não haveria guerras,pois não haveria diferenças para serem disputadas.

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  34. Seba,gostei muito do livro"Terra Sonâmbula" achei muito interessante como o autor colocou a cultura moçambicana no livro,algo que foi muito atrativo nele.Enfim falando um pouco do livro e a impressão que retirei sobre ele é que a questão de "raça" é forte nele...pude ver que não era apenas a cultura moçambicana que se encontrava na obra o que me trouce um pouco da sensação de invasão do território de moçambique justamente no momento da guerra(dando um pouco a impressão de que o povo não tinha pra onde ir com a invasão de seus territórios e a ocupação de inimigos).
    Algo que tambem me chamou muito a atenção foi como em Moçambique a noção de morte é completamente distinta a da nossa cultura,algumas vezes tive dificuldade em entender o que estava vivo e o que estava morto(assim como a parte em que Kindzu se encontra com Farida).Pois na noção de morte em Moçambique os mortos parecem ser materiais e sempre presentes assim como se estivessem vivos diferente da nossa cultura em que não temos contato com os nossos mortos.
    E por ultimo algo que me chamou muito a atenção foi quando Kindzu estava falando com seu amigo indiano(não me recordo o nome)em que ele fala que ele gosta de homens sem raça,nessa parte do livro interpretei como uma critica do próprio autor dizendo que a guerra se faz porque o homem tem raça e que com isso cria a noção de que "o o outro deve ser destruído para que a minha raça prevaleça"(a questão da raça é repetida nesta fala entre Kindzu e seu amigo)

    Fernanda.G.S.Gonella 3ºB

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  35. "(...)A felicidade só cabe no vazio da mão fechada. A felicidade é uma coisa que os poderosos criaram para a ilusão dos mais pobres."

    Isso mostra que para os mais pobres, o tão grande, para os mais ricos é o tão pouco.
    Os poderosos são tão ricos que uma misera quantidade de suas riquezas (que para eles vem a ser nada), para os mais pobres pode ser tudo.
    Por isso a felicidade é uma ilusão, que faz os mais necessitados acreditarem que tem muito, que no mundo dos poderosos (o mundo real) não tem nada.

    É como diz o ditado:
    "Felicidade de pobre dura pouco."

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  36. "- Não gosto de pretos, Kindzu.
    - Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
    - Também não
    - Já sei gosta de indianos, gosta da sua raça.
    - Não. Eu gosto de homens que não tem raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu." - Mia Couto

    Neste trecho da história, o indiano diz à Kindzu que gosta de pessoas que "não tem" raça, pois graças às raças que existe o preconceito, elas fizeram isso para julgarem os outros, tentando se sentir superiores.
    Quem não tem raça, não tem o porque querer julgar os outros, e nem sofre influência para julgar os outros, ela é apenas uma pessoa avulsa, querendo ter uma identificação.
    São as raças causadoras de parte das dores pessoais de algumas pessoas, que é parte do contexto da obra.

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  37. "-Tio, eu me sinto tão pequeno.
    -É que você está só. Foi o que fez essa guerra: Agora todos estamos sozinhos, mortos e vivos. Agora já não há país" - Mia Couto.


    Neste trecho do livro, é claramente dito que a guerra já estava em uma situação em que não se pensava mais no coletivo, no outro, onde cada um lutava pela sua própria sobrevivência. Diante da guerra, onde muitos perdem suas casas, famílias, é perfeitamente entendível quando o garoto se diz sentir pequeno, provavelmente sentia que já não há nada maior do que o estrago feito pela guerra. Onde ele vivia, pra ele já não era mais considerado um pais e sim o mundo, um mundo onde já nao existia mais nada, apenas tristezas, e medos. A guerra é a luta que faz todos se sentirem agonizantes, como se já se preparassem para o pior. Nas guerras, não morrem só aqueles que deixam este mundo, mas também pais e mães que recebem objetos de seus filhos desaparecidos, morrem esposas vencidas pela saudade e solidão ao receberem o comunicado de que seus companheiros que já não estão mais aqui, morrem milhares de filhos levados a orfandade.

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  38. Yanka Marinera - 1ºB25 de agosto de 2011 às 00:12

    "-Estou a fazer um rio, respondeu o outro.
    Riem-se, o rapaz e Tuahir. Mas o homem insiste no sério. Sim, por aquele leito fundo haveria de custar um rio, flutuando até ao infinito mar. As águas haveriam de nutrir as muitas sedes, confeitar peixes e terras. Por ali viajariam esperanças, incumpridos sonhos. E seria o parto da terra, do lugar onde os homens guardariam, de novo, suas vidas."
    Talvez para mim, este trecho chamou-me a atenção, porque busco um novo caminho, porque pretendo sair do mesmo lugar e chegar aonde quero, o fato de seguir outro rumo e no fim encontrar esperança.
    Na minha opinião Nhamataca quando diz que queria fazer um rio, ao mesmo tempo queria fazer algo que sempre esteja la, algo que nunca sumira ou morrera, como o "infinito mar". Algo para todos que esperavam, todos que ainda tinham esperança para o novo que mudara tudo, tantas coisas em apenas um rio, um sonho, onde podemos brincar, compartilhar, viver! Como "as águas que haveriam de nutrir as muitas sedes, confeitar peixes e terras. Onde viajariam esperanças e sonhos" No meu ponto de vista, tanto Nhamataca quanto Mia Couto, estavam procurando diferentes caminhas para novas realizações, uma nova vida! Como sair da guerra onde viviam.
    Acho que todos um dia querem chegar em algum lugar, então.. crie um rio, crie um caminho, realize um sonho, quem sabe não é o seu destino.

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  39. Ana Luiza Berti 2ano B
    Se as autoridades se preocupasem menos com o proprio "bolso " e mais com o progresso da nação estariam contribuindo muito com a população .Isto deveria acontecer em varios paises e no caso desse te4xto em moçambique tambêm .
    Aqui a crendice do povo em relação a seus candidatos eleitos ,pode ter levado tambêm a mão escolha e consequentemente a má gestão da maioria deles. Quem sabe ?
    A eswperança que a populção de moçambique tem para restaurar de certo medo ,seus bens psicologicos e materias talvez seja "famtasmo gonica ",porêm ,sua caretização deve ficar a crit´rio das atividades isto só o futuro dirá .Este se apresenta totalmente desconhecidio.
    Ana Luiza Berti 2 ano mèdio B

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